INFORMAÇÃO DE BIBLIOTECÁRIA - MA

Ideias, reflexões, curiosidades e questionamentos sobre a área de Biblioteconomia, Arquivologia, Consultoria informacional, Gestão do Conhecimento, Inteligência Competitiva, Gestão da Informação, Empreendedorismo e Digitalização de Documentos.













quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dilma sanciona Lei de Acesso à Informação




Diante de uma grande plateia, Dilma afirmou estar emocionada ao sancionar a Lei que regulamenta o acesso a informação pública e a lei que cria a Comissão da Verdade
POR MARIANA HAUBERT

Ao sancionar a Lei de Acesso à Informação e a lei que cria a Comissão da Verdade, Dilma disse ser hoje (18) um dia "histórico" para o Brasil - Wilson Dias/ABr

A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje (18) a lei que regulamenta o direito de todo cidadão ter acesso a informações públicas, expresso na Constituição de 1988. Após mais de 23 anos de espera, o Brasil passa a ser o 89º país a ter uma lei desse tipo, e o 19º na América Latina. O texto acaba com o sigilo eterno de documentos ultrassecretos e estipula mecanismos para a divulgação e para pedidos de informação.

Diante de uma plateia numerosa na cerimônia realizada no Palácio do Planalto, com a presença de ministros, parlamentares e os quatro comandantes das Forças Armadas, a presidenta também sancionou a lei que cria a Comissão Nacional da Verdade, que vai investigar e consolidar informações sobre as violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar, composta por sete membros nomeados pela Presidência da República.

Em discurso após a sanção das duas leis, a presidenta disse estar muito orgulhosa por sancioná-las. “ É o dia em que comemoramos – e a partir de agora iremos comemorar – a transparência, e celebrar a verdade”, disse ela, ao reafirmar o compromisso do governo com o tema. “[A lei] garante o acesso à história do país e reforça o exercício cotidiano da fiscalização do Estado”. Ainda segundo Dilma, as duas leis consolidam a democracia no país e o colocam em um patamar superior, em que o Estado passa a ser subordinado aos direitos humanos. Ela também destacou a proatividade que os cidadãos adquirem ao ter mais poder de controle e fiscalização perante o Estado, o que reverterá em benefício para toda a sociedade e no fortalecimento da cidadania.

O texto definitivo, aprovado pelo Senado em outubro, da Lei de Acesso à Informação foi sancionado com dois vetos. Foram suprimidos o parágrafo 1º do artigo 19 e o artigo 35. O primeiro, estabelecia que negativas de acesso a informações relacionadas a questões de direitos humanos deveriam ser encaminhadas ao Ministério Público, e o segundo, estabelecia a criação da Comissão Mista de Reavaliação de Informações. No entanto, os vetos aplicados pouco alteraram a lei.

Presente na cerimônia, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo afirmou que no prazo de seis meses, cada órgão público, tanto do Legislativo quanto do Executivo e do Judiciário, deverão publicar, em páginas próprias na internet, informações completas sobre sua atuação, contratos, licitações, gastos com obras, repasses ou transferências de recursos.

Para a presidenta, as duas leis tratam de assuntos distintos, mas estão diretamente ligadas uma à outra. “São leis que representam um grande avanço institucional e um passo decisivo na consolidação da democracia brasileira. Leis que tornam o Estado brasileiro mais transparente e garantem o acesso à informação e, ao mesmo tempo, o direito à memória e à verdade e, portanto, ao pleno exercício da cidadania”, afirmou no discurso.

Dilma estabeleceu a conexão entre as duas leis ao esclarecer que nenhum documento que atente contra os direitos humanos pode ser enquadrado em qualquer tipo de sigilo. “Uma [lei] não existe sem a outra, uma é pré-requisito para a outra, e isso lançará luzes sobre períodos da nossa história que a sociedade precisa e deve conhecer. São momentos difíceis que foram contados até hoje, ou, melhor dizendo, foram contados durante os acontecimentos sob um regime de censura, arbítrio e repressão, quando a própria liberdade de pensamento era proibida”, disse.

Acesso a informação pública

O principal ponto da lei sancionada hoje (18) versa sobre o chamado fim do sigilo eterno. O texto estabelece que nenhum documento poderá ficar por mais de 50 anos sem acesso público. A lei classifica as informações em três categorias: reservadas (5 anos de sigilo), secretas (15 anos) e ultrassecretas (25 anos), não podendo ter o prazo de sigilo renovado por mais de uma vez. A contagem do prazo começa a partir da produção do documento. Hoje, um documento pode ser classificado por 30 anos, mas este prazo pode ser prorrogado indefinidamente.

Todos os órgãos públicos dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – e dos três níveis de governo – federal, estadual, distrital e municipal – estão subordinados à lei, incluindo os Tribunais de Contas e os Ministérios Públicos. A lei também estabelece que autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e municípios deverão cumprir a lei.

De acordo com a lei, todas as informações de interesse público deverão ser divulgadas proativamente, ou seja, independentemente de solicitações. Tais informações deverão ser prestadas, prioritariamente, pela internet, de modo fácil e claro, com sistemas de busca e indicação de meios de contato por via eletrônica ou telefônica com o órgão que mantém o site. Ficam de fora desta regra os municípios com menos de 10 mil habitantes.

Todos os documentos deverão estar em formato eletrônico (planilhas e texto) e seu download deve ser permitido. O site também deverá ser aberto à ação de mecanismos automáticos de recolhimento de informações, ou seja, deve permitir que robôs de busca façam a busca e a organização da informação. A autenticidade e a integridade das informações do site devem ser garantidas pelo órgão.

Qualquer cidadão poderá solicitar informações.

Acesse aqui a página especial do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas com o resumo e o texto integral da Lei (texto aprovado pelo Senado).

Comissão da Verdade

Diante de familiares de presos políticos da ditadura, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que a Comissão da Verdade é uma homenagem aos que lutaram pela democracia nos chamados “anos de chumbo”.

Ao longo dos próximos dois anos, a comissão vai investigar violações de direitos humanos no período entre 1946 e 1988 e será composta por sete pessoas indicadas pela Presidência. Até o momento, não há informações sobre possíveis indicados e nem data para isso. Durante as investigações, o grupo poderá requisitar informações a órgãos públicos, inclusive sigilosas, convocar testemunhas, realizar audiências públicas e solicitar perícias.

A comissão terá 14 funcionários, além do suporte técnico, administrativo e financeiro da Casa Civil. A comissão terá ainda de enviar aos órgãos públicos competentes informações que ajudem na localização e identificação de restos mortais de pessoas desaparecidas por perseguição política.

De acordo com a presidenta, o objetivo do grupo que formará a Comissão será “resgatar a verdade para que as gerações futuras conheçam o passado do Brasil e para que os fatos que mancharam a nossa história, nunca mais voltem a acontecer”.

A proposta, inicialmente enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional em maio de 2010, foi feita com base na experiência de outros países, como Argentina, Chile e Peru que também viveram ditaduras recentes. Na avaliação de Dilma, este é um momento histórico do Brasil, mas sem o caráter de revanchismo.

O trabalho da Comissão da Verdade irá complementar a atuação de duas comissões criadas anteriormente, a Comissão de Anistia e a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos. A primeira, julga pedidos formais de desculpas do Estado aos cidadãos brasileiros que participaram da luta a favor da democracia. A segunda, é responsável pelo reconhecimento de pessoas desaparecidas por participação em atividades políticas, entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, e que tenham sido mortas em dependências policiais.

A criação da comissão foi proposta no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, em dezembro de 2009.

Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/dilma-sanciona-lei-de-acesso-a-informacoes/

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Pós Graduação em Gestão do Conhecimento, da Informação e da Inovação Tecnológica



Objetivo Geral - Propiciar aos participantes competências e habilidades de reflexão e atuação em Gestão do Conhecimento, da Informação e da Inovação Tecnológica, assim como prepará-los para lidarem com desafios impostos pela sociedade do conhecimento.


Público Alvo - Empresários e executivos de empresas de serviços de gestão do conhecimento, como também, profissionais e gestores organizações públicas e privadas, prestadoras do referido serviço, graduados nas diversas áreas do conhecimento.

Coordenador do Curso - Prof. Saulo Ribeiro dos Santos

Corpo Docente - Composto de Mestres e Doutores advindos da FAMA e de renomadas Universidades Nacionais.

Disciplina e Carga Horária - O Curso possui carga horária total de 435 horas, a ser realizado em 11 meses, com aulas as sextas-feiras (das 19 às 22 horas) e aos sábados (das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas); Quando a disciplina for ministrada por professores oriundos de outros Estados, as mesmas serão realizadas durante toda a semana; além do período determinado para a conclusão do TCC. Haverá, durante o Curso, seminários com especialistas para enriquecer o conteúdo apresentado.

Estrutura Curricular - Módulos

1 Módulo Institucional – 145h


• Ética – 20h
• Epistemologia – 30h
• Metodologia da Pesquisa Científica – 20h
• Seminário de Pesquisa – 15h
• Didática do Ensino Superior – 60h (opcional)

2 Módulo Gestão do Conhecimento – 190h

• Estratégia Empresarial – 20h
• Gestão do Conhecimento – 50h
• Aprendizagem Organizacional – 20h
• Gestão do Capital Intelectual – 20h
• Educação Corporativa – 20h
• Gestão de Competências – 20h
• Sociedade do Conhecimento – 20h
• Marketing do Conhecimento – 20h

3 Módulo Tecnologia da Informação – 50

• Tecnologias da Informação e Comunicação – 20h
• Sistema de Informação Empresarial – 30h

4 Módulo Gestão das Operações da Tecnologia – 110h

• Gestão da Tecnologia e da Informação Tecnológica – 30h
• Gestão Estratégica de Operações – 20h
• Análise de Problemas e Tomada de Decisão – 20h
• Gerência de Projetos – 20h
• Engenharia de Organizações – 20h


Certificação - Faculdade Atenas Maranhense - FAMA

Matrícula - Documentação Exigida: cópias em xérox do RG; CPF; Curriculum Vitae simples; comprovante de residência; duas fotos 3x4; Diploma (ou Declaração) Original de conclusão da Graduação e Histórico da Graduação.
Local da Matrícula: Central de Atendimento da FAMA (térreo)
Previsão do início das aulas - Imediata, mediante formação de turma.

Informações - NegritoCoordenação de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão
Tel: (98) 2108.6010

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Afinal, o que é Inteligência Competitiva?


A Inteligência Competitiva (IC) busca identificar tendências do mercado, desenvolver análises estratégicas, descobrir oportunidades e mapear riscos através de metodologias científicas.
A Inteligência Competitiva é o processo contínuo de monitoramento e análise estratégica dos cenários e conjunturas mercadológicas em que determinada empresa está inserida.

Conceito

Inteligência Competitiva é a atividade de coletar, analisar e aplicar, legal e eticamente, informações relativas às capacidades, vulnerabilidades e intenções dos concorrentes, ao mesmo tempo monitorando o ambiente competitivo em geral.

A Inteligência Competitiva trata de " ler as entrelinhas do site do concorrente ou mesmo das informações tornadas públicas. Envolve também as conversas com os colegas em eventos, e, sobretudo, saber para onde olhar, o que perguntar e o que fazer com os dados que se descobrem" (STAUFFER, 2004, p. 5).

A maioria dos tomadores de decisão nas organizações trabalha com muitos dados em estado bruto, poucas informações baseadas em análises e quase nenhuma inteligência.
Um Sistema de Inteligência Competitiva busca transformar dados em informação e estes em inteligência.
Os dados são a base desta estrutura, por natureza são quantitativos, públicos e publicados. Segundo Garber (2001, p. 32) dados são "o elemento básico a partir do qual percebemos e registramos uma realidade".

A informação é o conjunto de dados analisados e organizados, sendo útil à tomada de decisão.
Já a inteligência fornece um grau de previsão das coisas que possam causar um impacto na organização. Ela é ativa, pois obriga algum tipo de atitude em resposta ao que foi recebido.

Leonard Fuld (1994, p. 23) diz que, em sua descrição mais básica, inteligência é a "informação analisada". Ainda segundo o mesmo autor, "a inteligência - não a informação – ajuda um gerente a responder com táticas de mercado corretas ou decisões de longo prazo".

"Inteligência Competitiva é o processo sistemático que transforma pedaços e partes aleatórias de dados em conhecimento estratégico" (TYSON, 2002, p. 1-3)..

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CURSO INTELIGÊNCIA COMPETITIVA PARA BIBLIOTECÁRIOS

Objetivos: Preparar profissionais com formação em biblioteconomia para lidar com informações de negócios; compreender as bases teóricas da inteligência competitiva e da estratégia empresarial; compreender o processo de geração de informações e inteligência para tomada de decisão; dominar os fundamentos para construção de uma árvore de inteligência; dominar os fundamentos da busca, coleta e organização de informações de negócios; dominar os fundamentos da análise de informações para geração de inteligência; conhecer os sistemas computacionais básicos usados em processos de inteligência competitiva.

Ministrante: Giancarlo Proença
Minicurrículo : Giancarlo Proença é analista de inteligência desde 2003 e atua como consultor na área de planejamento, estratégia e inteligência competitiva. É ex-diretor da empresa Knowtec – Inteligência Competitiva e atuou como assessor em diversas empresas catarinenses. Tem MBA em Gestão pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, e pós graduação em estudos de Jornalismo pela UFSC. É graduado em Jornalismo, também pela UFSC.

PROGRAMA:


Introdução à Inteligência Competitiva: Conceitos basilares: estratégia, vantagem competitiva, competição, Tomadores de decisão: os clientes consumidores de IC, Demanda por informação relevante e aumento de oferta de informação bruta.
Necessidades de informação: KITs e KIQs – abrindo galhos na árvore de inteligência, O que o tomador de decisão QUER saber e o que ele PRECISA saber, As folhas da árvore: busca de fontes para coleta e monitoramento.
Coleta, monitoramento e organização da informação: Classificação e categorização de fontes, Coleta em fontes secundárias – buscadores, bases de dados, CAR (computer assisted reporting), Coleta em fontes primárias – entrevistas, elicitações, Ética e uso de informações de fontes primárias, Monitoramento – sistemas de notificação (RSS, Alerts) e serviços de informação, Organização e recuperação da informação – noções de sistemas de informação e sopa de letrinhas: BI, SIG/SAD, EIS, ERP, CRM, OLAP, DW, Text Mining, Data Mining.
Análise de informação e geração de inteligência para decisão: O que é análise. O foco na decisão, Técnicas de análise – SWOT, Porter, BCG, Benchmark, sinais fracos, alertas antecipados, cenários e tendências.
Disseminação e produtos de inteligência: Alertas, Produtos básicos – sumários executivos, planos de ação, análises de situação, Produtos complexos – tendências, cenários, projeções estratégicas, Relatórios ad-hoc, a cereja do bolo da IC, Formas de disseminação de produtos de IC – a linguagem e apresentação certa para cada decisor.

INVESTIMENTO:


Pagamentos a vista (depósito / cheque / dinheiro)
Até 15/08/10 - sócios ACB - R$ 140,00 - não sócios R$ 240,00
Até 05/09/10 - sócios ACB - R$ 150,00 - não sócios R$ 250,00

Pagamento a prazo (cheque / depósito / dinheiro)
Sócios ACB 1 + 1 de R$80,00
Não sócios ACB 1 + 1 de R$ 130,00

Para as pessoas que pagarem e vierem a desistir do curso:
15 dias antes do curso - 20% fica retido na ACB.
1 semana antes - 25% fica retido na ACB.

OBS: Enviar cópia do comprovante de depósito por fax (48 3035-4871), e-mail (
secretaria@acbsc.org.br) ou na sede da ACB (Av. Josue Di Bernardi, n. 239, Ed. Jowi, sala 302, Campinas - São José. CEP 88101200).

Conta Corrente ACB:
Banco do Brasil.
Agência: 5251-5
Conta Corrente: 5451-8

DATA:
10 e 11 de setembro de 2010 (6ª e sábado) – 8h as 17h

VAGAS: Mínimo 10 inscritos / Máximo 20 inscritos.


OBS: Caso não haja a quantidade mínima de inscritos, o curso será cancelado (e o dinheiro devolvido aos pagantes mediante comprovação) ou adiado.

Atenciosamente,Lucas Henrique GonçalvesSecretário Geral da ACBAssociação Catarinense de Bibliotecários (ACB)Av. Josue Di Bernardi, n. 239, Ed. Jowi, sala 302Campinas - São José.
CEP 88101200telefone/fax: (48) 3035-4871MSN/e-mail: secretaria@acbsc.org.br
Twitter: http://twitter.com/acbsc
Orkut: em implementaçãoFacebook: em implementaçãoWebsite: http://www.acbsc.org.br

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Mais leitores de livros eletrônicos... e as bibliotecas?

O título de uma matéria recente do The New York Times: Turning Page, E-Books Start to Take Hold (traduzido no Midia Global como: Mais Leitores estão optando por livros eletrônicos). Sobre o aumento da procura pelas novas tecnologias de suporte a leitura de livros (um livro é uma publicação impressa que constituí no mínimo 50 páginas).

É fato que diversos jornais impressos já estão deixando de existir lá fora, e o seu conteúdo está sendo produzido exclusivamente em formato digital.

Pensem nos dez anos que se passaram para a consolidação dos telefones celulares como tecnologia acessível para as diversas esferas de renda. Agora imaginem um cenário para as bibliotecas nos próximos dez anos.

A questão é, se uma nova tecnologia para leitura e troca de livros consilidar-se, teremos então a oportunidade para a consolidação dos investimentos em novos modelos de bibliotecas.
Valendo apostar nos ambientes como prestadores de serviços para a formação de comunidades locais e redes sociais temáticas.

Planejamento é adivinhação



por Fabiano Caruso
A menos que você seja uma cartomante, fazer um plano de negócios de longa duração é uma fantasia. Existem muitos fatores que estão fora de suas mãos: as condições de mercado, concorrentes, clientes, economia, etc. Escrever um plano faz você se sentir no controle de coisas que você não pode controlar, na verdade.

Por que nós não apenas chamamos os planos de que eles realmente são: palpites. Iniciar referindo-se a seus planos de negócio como as suposições de negócio, seus planos financeiros, adivinhações financeiras, e os seus planos estratégicos, como suposições estratégicas. Agora você pode parar de se preocupar tanto com eles. Eles apenas não valem o esforço.

Quando você transforma palpites em planos, você entra em uma zona de perigo. Planos deixam o passado direcionar o futuro. Eles colocam antolhos em você. “É para onde estamos indo, porque, bem, é para onde nos disseram que estamos indo.” E esse é o problema: os planos são incompatíveis com a improvisação.

E você tem que ser capaz de improvisar. Você tem que ser capaz de pegar as oportunidades que aparecem. Às vezes você precisa dizer: “Estamos indo em uma direção nova, porque é isso que faz sentido hoje”.

O cronograma dos planos de longo prazo é uma asneira também. Você tem mais informações quando você está fazendo algo, não antes de você começar a fazer. No entanto, quando você escreve um plano? Normalmente, antes de você começar. E esse é o pior momento para tomar uma grande decisão.

Agora, isso não quer dizer que você não deva pensar no futuro ou contemplar como atacar os obstáculos futuros. Isso é um exercício interessante. Só não sinta a necessidade de escrevê-los ou fique obcecado com isso. Se você escreve um grande plano, nunca provavelmente irá olhar para ele de qualquer maneira. Planos são apenas mais algumas páginas que ficarão por muito tempo como fósseis em seu arquivo.

Desista da adivinhação. Decida o que você vai fazer esta semana, não este ano. Descobra a próxima coisa mais importante e fazer e faça. Tome as decisões corretas imediatamente antes de fazer alguma coisa, não muito distanciadas das ações.

Isso é um OK para improvisar. Basta entrar no avião e ir embora. Você pode pegar uma camisa mais bonita, creme de barbear, escova de dentes assim que você chegar lá.
Trabalhar sem um plano pode parecer assustador. Mas seguir cegamente um plano que não tem nenhuma relação com a realidade é ainda mais assustador.

Trecho de Rework, novo livro da 37 Signals.

Um futuro para o bibliotecário sem os livros impressos



por: Fabiano Caruso

Durante a minha formação dediquei minhas pesquisas e exercicio profissional a compreender qual seria o papel da Biblioteconomia na sociedade em um mundo sem Bibliotecas. Durante esta busca, acabei desencantando-me da academia, saí da Biblioteca Especializada em que trabalhei de 2004 a 2007 e comecei a trabalhar com o que acredito ser uma espécie de profissional pós-biblioteconomia.

O que seria este pós-bibliotecário? É um profissional que percebeu que as Bibliotecas são apenas um meio, uma instituição importante que tem por objetivo garantir e preservar a autonomia e intelectual e estimular a colaboração e a formação de comunidades entre os cidadãos. Independente da existência ou não das Bibliotecas, enquanto este ethos for preservado, o importante não será perdido e a profissão continuará encontrando novos caminhos para justificar a sua existência na sociedade. Esta é a minha interpretação sobre o “preservar o cunho liberal e humanista da profissão, fundamentado na liberdade de investigação científica e na dignidade da pessoa humana” no código de ética profissional do Bibliotecário.

De certa forma a Biblioteconomia no Brasil perdeu-se. Na década de 90 ela teve a chance de reinventar-se, mas seguiu um caminho triste. Um dos elementos representativos é a introdução do conceito de Unidades de Informação, como forma de ampliar o escopo de atuação dos Bibibliotecários e Documentalistas – mas que representa técnica sem ethos. Muitos perderam-se (ou encontraram-se) em temas e tendências como Gestão da Informação, Gestão do Conhecimento e Arquitetura da Informação. Alguns mais interessados começaram a buscar a Biblioteca 2.0 – até eu durante a graduação – mas restringiram o buzz 2.0 a ferramentas.

Qual seria o futuro para o Bibliotecário sem os livros impressos? Eu realmente não posso prever em definitivo, mas irei propor algumas alternativas, e apresentar um pouco do caminho profissional.....

Como poderiamos pensar uma nova formação para os Bacharéis em Biblioteconomia?
Minha proposta – escrita de forma bem simples – é de concentrarmos esforços em quatro competências:

- Biblioteconomista: orientar a bibioteca para a qualidade e eficiência nos serviços prestados, orquestrando a atuação de diferentes especialistas (notem, outros profissionais) para desenvolver serviços que melhor atendam aos usuários.

- Projetista de Serviços de Informação: um profissional capaz de indentificar problemas relacionados a informação e documentação, e planejar serviços específicos para resolver estes problemas, sejam em bibliotecas e centros de documentação, ou serviços de informação digitais.

- Assessor Informacional: hibrido entre o biblioteconomista e o projetista de serviços de informação. O biblioteconomista trabalha no ambiente da biblioteca, o projetista não precisa trabalhar necessáriamente em nenhuma ambiente, mas planejando serviços de informação para implementação nestes. Mas o assessor é um profissional solo, que está comprometido em oferecer apoio a algum processo organizacional, ou a uma pessoa ou comunidade específicos, independente da existência de bibliotecas ou centros de documentação.

- Pesquisador Tecnológico: é gritante a necessidade de realização de pesquisas tecnológicas – criando uma relação efetiva entre teoria e práticas profissionais – para que se busquem novas soluções para os problemas relacionados aos serviços de informação e a experiência dos usuários nas bibliotecas e em processos documentais.